quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

ELEIÇÕES MUNICIPAIS: É preciso ter um caminhão de dinheiro pra ganhar as eleições!?


Seria uma incoerência dizer que não existe gastos numa campanha eleitoral. A própria Justiça reconhece essa necessidade, por isso mesmo ela disciplina a Arrecadação e a Aplicação De Recursos E Prestação De Contas.  Pois é. Tudo deve estar em conformidade com a legislação. E tem mais: Candidatos, comitês financeiros e partidos políticos devem esclarecer como aplicaram o dinheiro nas campanhas e provar que os gastos foram feitos dentro dos limites comunicados à Justiça Eleitoral.

Mas, que gastos são esses? 



São gastos eleitorais, sujeitos ao registro e aos limites fixados pela Lei no 9.504/97 e Resolução-TSE no 23.217/2010:
* confecção de material impresso de qualquer natureza e tamanho;
* propaganda e publicidade direta ou indireta, por qualquer meio de divulgação, destinada a conquistar votos;
* aluguel de locais para a promoção de atos de campanha eleitoral;
* despesas com transporte ou deslocamento de candidato e de pessoal a serviço das candidaturas;
* correspondências e despesas postais;
* despesas de instalação, organização e funcionamento de comitês e serviços necessários às eleições;
* remuneração ou gratificação de qualquer espécie paga a quem preste serviços às candidaturas ou aos comitês eleitorais;
* montagem e operação de carros de som, de propaganda e de assemelhados;
* realização de comícios ou eventos destinados à promoção de candidatura;
* produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, inclusive os destinados à propaganda gratuita;
* realização de pesquisas ou testes pré-eleitorais;
* custos com a criação e inclusão de páginas na Internet;
* multas aplicadas, até as eleições, aos partidos ou aos candidatos por infração do disposto na legislação eleitoral;
* doações para outros candidatos ou comitês financeiros;
* produção de jingles, vinhetas e slogans para propaganda eleitoral.


Não obstante os gastos acima descritos e embasados na lei, temos ouvido muito, no dia-a-dia, candidatos, cabos eleitorais e eleitores falando que pra se ganhar uma eleição aqui dentro de Monte Alegre deve-se gastar de 1 a 2 milhões de reais. Isso é um exagero e quem assim pensa ou procede substima a  capacidade crítica do cidadão-eleitor. É como se o candidato dissesse: O ELEITOR TEM UM PREÇO! TANTOS REAIS POR CABEÇA! Seria o eleitor uma mercadoria de compra ou troca? Que eu me lembre o ser humano teve um preço definido somente no tempo dos ESCRAVOS. Mas, o povo cresceu e praticamente todos os países reconheceram que o homem é um ser LIVRE, abolindo de uma vez por todas a ESCRAVATURA. 

Vamos refletir: PRA SE GANHAR UMA ELEIÇÃO EM MONTE ALEGRE PRECISA-SE DE UMA CAMPANHA MILIONÁRIA!? Se a sua resposta é sim, então você quer dizer que o candidato favorito é aquele que é RICO ou FAMOSO. Se sua lógica aponta nesse sentido, você vai se surpreender com uma simples olhar para o passado do nosso município. O nosso amigo JORGE SANTANA fez uma retrospectiva brilhante nesse sentido, num comentário postado no site Sou de Monte Alegre que, inclusive, merecia ser transformado em uma matéria. Bom, é o que nós faremos a seguir. O texto sofreu  alterações, mas não mudou o sentido. Jorge volta até o ano de 1982 e traça a história política do "pequeno contra o grande", do "endiheirado contra o quebrado", "Tostão contra o milhão" e pelo que se apurou, os fatos nos mostram uma realidade adversa do que muitos pensam. Reflita:



Reflexão sobre as eleições anteriores

* Eleições de 1982:  a disputa eleitoral foi entre Zé de Jonas e o saudoso Manoel Correia Neto. Na época, Zé de Jonas era um fazendeiro bem sucedido, com muitas posses, no entanto, quem ganhou a eleição foi Manoel Correia Neto, que não tinha nenhum recurso e nem no nosso município morava. 
* Eleições de 1988: Manoel de Dé foi o prefeito que mais trabalhou e deu crescimento ao nosso município. Mas, mesmo toda sua boa reputação e competência para o desenvolvimento da nossa cidade não foi suficiente pra eleger seu sucessor. Apresentou Getúlio, o homem rico e filho do homem mais rico de nosso município. Resultado: perdeu para Osmar Farias que na época morava numa casa alugada e negociava com carvão. 
* Eleições de 1992: saíram três candidatos à Prefeito: Luciano Lino, Manoel de Dé e Tonhão. O senhor Luciano já era empresário no ramo de revenda de combustíveis e, até então, era o favorito. Tonhão, um Office boy vindo de Aracaju, ganhou a eleição, deixando para trás o saudoso ex-prefeito Manoel de Dé e em última colocação, o empresário Luciano. 
* Eleições de 2000: O agropecuarista e prefeito Zé de Dé tentou a reeleição, mas, impedido pela justiça eleitoral, substituiu sua candidatura de última hora e mesmo assim perdeu para Osmar Farias, na época em crise financeira,  morando no ferro velho, "vendendo o café para comprar o almoço". 
* Eleições 2004: Osmar Farias com a Prefeitura na mão, aliado do governador João Alves, do qual dispunha de muito prestígio, perdeu a eleição para Aragão , na época, considerado "um comerciante quebrado" para muitos da nossa sociedade. 


Ele termina sua análise, refletindo o seguinte: 
"Agora eu pergunto, será que dinheiro é tudo? Ou a história vai continuar? Vamos aguardar os próximos passos. Recursos valem ou o que vale é a opinião do povo? Eu, Jorge Santana, aposto no povo que é quem decide".

Muito boa e OPORTUNA a reflexão do nosso amigo Jorge Santana. 

Bom, quero ressaltar que NÃO ESTAMOS DIZENDO QUE UM RICO NÃO PODE OU DEVE GANHAR A ELEIÇÃO. Não é esse o foco desse artigo. DEVEMOS VOTAR NUMA PESSOA COMPETENTE E COMPROMISSADA COM O POVO, independente de raça, cor, credo ou condição financeira. O que queremos é desconstruir esse pensamento errôneo e dizer que se engana quem acha que somente quem é RICO ou quem GASTAR MILHÕES ganha uma eleição.  O voto deve ser consciente, pois através dele investimos poder numa pessoa que vai conduzir os rumos do nosso município. 

Termino deixando uma reflexão para o nosso leitor:

"Existe muitas coisas que o seu dinheiro, seu cartão ou cheque podem comprar, mas A CONSCIÊNCIA CIDADÃ NÃO TEM PREÇO". O eleitor não é uma mercadoria e quem o tem nessa categoria se engana. 

PENSE NISSO!

7 comentários:

  1. Boa tarde Geraldo!

    O Blog que você criou está repercutindo nos bastidores da pré-eleição. Causando assim, vários comentários sobre uma política consciente óbvio que tem a mesma. Então pode-se perceber que essa página na internet transmite transparência e conscientiza o povo para o que é verdadeiramente uma eleição. O PT em Monte Alegre de Sergipe é outra vertente de muita importância nessa caminhada mostrando que está lutando contra anti-corrupção, causando muitos rumores e indiferença. Então, saiba que você pode contar comigo pra essa grande jornada que só está começando.

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  2. É, voltar ao passado é fazer um retrospecção de todo o histórico político do nosso município, que nos mostra um pura verdade citada pelo nobre e colega, Jorge Santana esse analise feito nos dá ânimos nos mostra que o povo não se corrompe, como falsa promessa e alguns milhões , que alguns pré-candidatos dizem que tem .. é agora é aguardar pra ver o que essa nova história dirá as nosso munícipes
    Deixo aqui meus parabéns pra esse excelente artigo e um abraços a todos os leitores

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  3. Quero deixar bem claro minha opinião a respeito de dinheiro em campanha, por isso realmente não acredito somente em dinheiro, sendo necessário, como prevê a própria legislação.

    Mas quanto a reflexão do saudoso ex-vereador Jorge Santana, bastante interessante, mas que eu como herdeiro de alguns conhecimentos familiares e ainda de história recente, alguns fatos merecem ser oposicionados, pos não condizem com a realidade, vamos lá:

    1.Eleições de 1982: a disputa eleitoral foi entre Zé de Jonas e o saudoso Manoel Correia Neto. Na época, Zé de Jonas era um fazendeiro bem sucedido, com muitas posses, no entanto, quem ganhou a eleição foi Manoel Correia Neto, que não tinha nenhum recurso e nem no nosso município morava.
    (Realmente meu avô Manoel de Dé estava nessa época em situação difícil financeira, mas é bom deixar claro que a campanha dele foi financiada pelo meu tio-avó Edimilson Canuto, então prefeito de Monte Alegre, ou seja, ele não ganhou eleição sem dinheiro como querem passar a história precisou de um financiador, não estou confirmando que foi com dinheiro público mas sabemos que a máquina pública ajuda a eleger qualquer cidadão)

    2. * Eleições de 1988: Manoel de Dé foi o prefeito que mais trabalhou e deu crescimento ao nosso município. Mas, mesmo toda sua boa reputação e competência para o desenvolvimento da nossa cidade não foi suficiente pra eleger seu sucessor. Apresentou Getúlio, o homem rico e filho do homem mais rico de nosso município. Resultado: perdeu para Osmar Farias que na época morava numa casa alugada e negociava com carvão.
    (Essa eu não poderia deixar de comentar, pois, meu avô Getulio não perdeu a eleição porque tinha dinheiro, pelo contrário muitos fatores contribuiram para a derrota da sua campanha: 1. Meu então avô Manoel Correia, prefeito da cidade, distanciou-se do município nos últimos anos de mandato, aproveitando-se Osmar Farias (cumpadre de meu avô Manoel de Dé e então vereador) da situação sabiamente fez seu nome junto ao povo de Monte Alegre graças novamente a prefeitura, quando Manoel de Dé resolveu apoiar Getúlio, sua administração não estava mais atendendo os anseios do povo como queriam.
    2. Osmar Farias com ajuda de Maria do Carmo e do Juiz Eleitoral da época (não recordo o nome) ganham a eleição no tapetão, além de que se gastou muito dinheiro na sua campanha com ajuda na época do então Governador do Estado e sua esposa.)

    * Eleições de 1992: saíram três candidatos à Prefeito: Luciano Lino, Manoel de Dé e Tonhão. O senhor Luciano já era empresário no ramo de revenda de combustíveis e, até então, era o favorito. Tonhão, um Office boy vindo de Aracaju, ganhou a eleição, deixando para trás o saudoso ex-prefeito Manoel de Dé e em última colocação, o empresário Luciano.

    (Essa até eu me lembro e novamente o dinheiro foi essencial na campanha, Manoel de Dé e Luciano perderam a eleição porque dividiu o grupo, e Tonhão foi financiado por seu Tio Osmar Farias, então prefeito da cidade, vamos deixar de demagogia e não vamos passar a regua com mentiras na história de nossa cidade)

    * Eleições de 2000: O agropecuarista e prefeito Zé de Dé tentou a reeleição, mas, impedido pela justiça eleitoral, substituiu sua candidatura de última hora e mesmo assim perdeu para Osmar Farias, na época em crise financeira, morando no ferro velho, "vendendo o café para comprar o almoço".
    * Eleições 2004: Osmar Farias com a Prefeitura na mão, aliado do governador João Alves, do qual dispunha de muito prestígio, perdeu a eleição para Aragão , na época, considerado "um comerciante quebrado" para muitos da nossa sociedade.

    (Deixei pra comentar essas duas por último é um absurdo o que querem fazer com a história de Monte Alegre, Osmar Farias perdeu a eleição em 2004, porque estava com o apoio do Governador e da Prefeitura? Ze de Dé perdeu a eleição porque estava com a prefeitura? Meus amigos não vamos deixar a nossa historia ser solapada por mentiras, sabemos os motivos dessas duas eleições das derrotas)

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  4. Matéria Publicada no Globo

    SÃO PAULO - As eleições para a Câmara dos Deputados foram positivas para as bancadas de empresários, sindicalistas e evangélicos. Pelo menos é o que mostra um levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

    Com 169 deputados, os empresários terão a maior bancada desde 1998, quando elegeram 148. No caso dos sindicalistas, os 61 parlamentares eleitos neste ano serão sete a mais do que na atual legislatura. Já os evangélicos passaram de 43 para 63.

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  5. Bem interessante sua análise respeito do quadro "REFLEXÃO SOBRE AS ELEIÇÕES ANTERIORES". Não quero entrar no mérito da veracidade das informações, pois não conheço. No entanto, Geyvson e Jorge são parentes próximos, portanto, ambos são "herdeiros de alguns conhecimentos familiares e ainda de história recente".

    Acho, porém, que intencionalmente ou não, a interpretação de algumas frases foi distorcida.

    De acordo com o quadro "REFLEXÕES SOBRE AS ELEIÇÕES ANTERIORES" aqui postado são:

    Interpretações CORRETAS:
    "FULANO DE TAL PERDEU A ELEIÇÃO APESAR DE SER RICO"
    "FULANO DE TAL PERDEU A ELEIÇÃO APESAR DE TER DINHEIRO"
    "FULANO DE TAL PERDEU A ELEIÇÃO APESAR DE ESTAR COM A PREFEITURA"
    "FULANO DE TAL PERDEU A ELEIÇÃO APESAR DE ESTAR COM O APOIO DO GOVERNADOR E DA PREFEITURA"

    Interpretação FALSAS:
    "FULANO DE TAL PERDEU A ELEIÇÃO PORQUE ERA RICO"
    "FULANO DE TAL PERDEU A ELEIÇÃO PORQUE TINHA DINHEIRO"
    "FULANO DE TAL PERDEU A ELEIÇÃO PORQUE ESTAVA COM A PREFEITURA"
    "FULANO DE TAL PERDEU A ELEIÇÃO PORQUE ESTAVA COM O APOIO DO GOVERNADOR E DA PREFEITURA"

    Observe que a aplicação de "APESAR" (locução prepositiva) ou do "PORQUE" (Conjunção Subordinativa Causal) muda todo o sentido do texto.

    Tudo que essa postagem quis mostrar é que ninguém ganha uma eleição PORQUE é rico ou tem dinheiro. Mas, observe que o texto reconhece a real possibilidade de uma pessoa ganhar uma eleição, APESAR de ser milionário, sem ter cometido crime eleitoral (gastos acima dos limites da legislação).

    Mas eu tenho certeza que o amigo Geyvson entendeu a postagem, afinal ele começou assim expressando:
    "Quero deixar bem claro minha opinião a respeito de dinheiro em campanha, por isso realmente não acredito somente em dinheiro, sendo necessário, como prevê a própria legislação".

    Abraços.

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  6. Na minha opinião, o amigo Geyvson, tenta passar informações fantasiosas, com relação à política de Monte Alegre. Com histórias que todos que ganharam à política em nosso Município, ganharam pq tinham dinheiro ou foi financiado por A ou B. Sim só pra lembrar, as restrições no outro blog, não são do TSE e sim de um empresário. Isso é uma vergonha!

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  7. O Brasil não é politicamente homogêneo e o fato de possuir mais de cinco mil municípios, implica em particularidades que limitam as inferências gerais sobre o comportamento eleitora. Embora se diga que o eleitor tem memória curta, existem indicações muito fortes quanto às exigências da população para com os políticos. Na verdade, o eleitor está, a cada campanha, mais esclarecido e mais exigente. Suas preocupações começam com o perfil pessoal do candidato, sua plataforma de governo e compromissos assumidos. As funções do prefeito são conhecidas pelos cidadãos, por isso ele é cobrado a executar e cumprir as leis aprovadas pela Câmara dos Vereadores, a apresentar projetos que atendam às necessidades do povo, bem como vetar aqueles prejudiciais à comunidade. O candidato a prefeito dever respeitar a população e valorizar os funcionários, não ser dado a violência nem perseguidor, pois uma vez que exerce o cargo de governante, não é governo apenas do grupo que o elegeu e sim de todos os munícipes, mas para que isso aconteça se faz necessário consciência em cada eleitor na hora de depositar o seu voto, é muito bom lembrar que nesse pouco tempo em que você vai à uma urna votar você vai decidir por quatro anos. cuidado!!

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